A descida das corredeiras do histórico Rio de Contas é uma emoção que agrada a todos , do iniciante ao mais experiente praticante desta aventura. E proporciona experiências únicas de emoção, envolvimento interpessoal, liderança, limites pessoais, espírito de equipe e confraternização. Um percurso obrigatório para adeptos, competidores e equipes que ainda não conhecem o circuito e que estão com esta lacuna no seu currículo esportivo. Nossa base em Taboquinhas possui equipamentos específicos e equipe treinada para o monitoramento e resgate na água e de margem. Oferecemos serviços e apoio para treinamento empresarial, equipes, competidores e mídia especializada.
Nossa equipe é composta por profissionais experientes que conhecem o circuito intimamente e perseguem a excelência e a diversão dos nossos turistas.
Inclui: Monitores, equipamentos de proteção individual, água mineral, lanche e seguro.
Opcional: Transporte, serviço de fotografia digital, almoço.
Saída diária com descidas as 09h30, 11h00 e 13h00 - tempo previsto 03 horas.
Chuva ou tempo nublado não interfere nas atividades. Informe-se sobre o nível de água do rio e condições técnicas favoráveis.
Nota: Recomenda-se levar roupa de banho, camiseta, tênis, toalha e roupa sêca. Durante as atividades não é permitido o uso de adornos corporais, e ou portar qualquer utensílio pessoal.
Não há restrições prévias (exceto para crianças abaixo de 10 anos), idade, limitações físicas e pessoais devem ser consideradas pelo participante e pelo monitor.
Faça também o rapel e a tirolesa.
A São Miguel Ecoaventuras opera os programas da São Miguel Rafting e Ativa Rafting, em base própria com a melhor estrutura do nordeste, em conformidade com as regulamentações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas -CE-54:003.07)PRE - Programa de Regulamentação do Ecoturismo - Mtur, SGS - Sistema de Gestão de Segurança, ABETA - Programa Aventura Segura, IRF (Federação Internacional de Rafting) e IRA (Associação Internacional de Rafting).
Todas as pessoas que atuam na base de aventuras, são capacitadas em SBV / RCP de terra, margem e águas brancas. Dispondo de equipamentos e utensilios.
REGULAMENTAÇÂO DE RAFTING
Os procedimentos a seguir devem ser de conhecimento do cliente e praticante, e acatado por todos os envolvidos na operação da base:
-Os clientes devem ser informados sobre os riscos inerentes a todas as atividades e etapas;
-Cumprimento dos protocolos de controle e segurança;
-Não é permitido exceder a lotação do bote;
-Conferência das réguas de níveis e respeitar os limites de água de descida segura;
-O Rafting turístico comercial pode ser operado somente até a classe IV;
-A classe V é somente para profissionais, guias, competidores, e adeptos com experiência comprovada com o consentimento do operador;
-A classe VI é proibida para prática comercial;
-A idade mínima é estabelecida em cada base / rio. Respeitando-se:
*10 A 12 anos para classe II;
*12 A 14 anos para classe III;
*Acima de 14 anos para classe IV;
Nota:Observar a os protocolos de responsabilidade. Requerido monitor capacitado, um dos pais ou responsável legal deve estar a bordo. Deve-se considerar as portagens.
-Todas as descidas acima de classe II devem ser acompanhadas de um caiaque, duck ou bote com um segurança;
-Ter no mínimo um kit de SBV por descida;
-Cada bote e segurança devem portar no mínimo um saco de resgate com no mínimo 18 metros de corda de salvamento de águas brancas;
-Sempre ter água potável durante as descidas;
-O EPI deve ser higienizado na presença do usuário;
Considerações
-Os procedimentos supra estabelecidos são baseados em regulamentações nacionais, referenciamento e experência da operadora Ativa Rafting, organismos e entidades internacionais.
-O não cumprimento das disposições acima, gera uma advertência por escrito; E a representação de duas advertências de mesmo teor, resultará na exclusão do profissional da tabela serviço.
MEMORIAL DESCRITIVO DA BASE
Centro de operação e aventura fluvial de Taboquinhas
Operador: São Miguel Rafting e Ativa Rafting e Aventuras
Tipo: Ecoturismo, Turismo rural e estudo do meio, Turismo empresarial.
Categoria: Turismo de natureza e aventura – iniciantes, adeptos e competidores, nível II ao V.
Área: 03 mil m2 a margem do Rio de Contas
Estrutura: Recepção, salão de palestras, vestiários masculino e feminino, chuveiros, wc, lavábulos, toaletes, ducha externa, deck bar, áudio visual TV / DVD.
Comunicação: monitor / margem / bote / base.
RAFTING
Capacidade: 32 pessoas para operação própria e 24 com operação terceirizada
Equipamentos náuticos: botes 14” – 08 pessoas / guia, e remos tipo rafting.
Equipamentos de proteção individual: capacete e colete tipo rafting
Segurança: guia embarcado com cabo de resgate, segurança em bote de apoio e segurança de margem com cabo resgate.
RAPEL
Capacidade: a partir de 04 pessoas
Equipamentos de proteção individual: capacete, colete e cadeirinha tipo rapel
Segurança: ancoragem padrão, monitor integral e exclusivo, equipamentos requeridos e segurança de base.
TIROLESA
Capacidade: a partir de 02 pessoas
Equipamentos de proteção individual: capacete, colete de rafting e cadeirinha tipo rapel.
Segurança: torre de lançamento eancoragem padrão, monitor integral e exclusivo, equipamentos requeridos e segurança de base.
Entretenimento:Pesca esportiva fluvial, caminhada pela plantação de cacau, observação da beleza cênica, artefatos de pesca artesanal, natação no rio, jardim, pomar, área de camping, praia fluvial, vôlei / futebol de areia, caminhada de transposição pela mata, parada para salto da Pedra do Pulo.
PROJETO 54:003.07-001
Turismo de Aventura – Condutores de Rafting – Competências de pessoal, normatização e certificação
Origem: ABNT/CB-54 - Comitê Brasileiro de Turismo com Atividades de Rafting
Introdução
A segurança no turismo de aventura envolve pessoas (tanto os clientes quanto os prestadores de serviços, inclusive as organizações públicas), equipamentos, procedimentos e as próprias empresas prestadoras dos serviços.
Assim, como uma das iniciativas para tratar a questão do turismo de aventura e tendo em conta os diversos fatores envolvidos em sua operação, em particular na garantia da segurança dos turistas, é apropriado que se estabeleçam requisitos de competências mínimas consideradas essenciais e necessárias aos profissionais que atuam como condutores de turistas em empreendimentos que oferecem as atividades de turismo de aventura, independentemente de qual atividade esteja sendo oferecida, conforme a ABNT NBR 15285.
Competência: Capacidade de mobilizar, desenvolver e aplicar conhecimentos, habilidades e atitudes no desempenho do trabalho e na solução de problemas, para gerar os resultados esperados.
Resultados esperados: Resultadosdas atividades executadas na realização de um serviço.
Atividades de turismo de aventura: Aquelas oferecidas comercialmente, usualmente adaptadas das atividades de aventura, que tenham ao mesmo tempo o caráter recreativo e envolvam riscos avaliados, controlados e assumidos.
NOTAS
1 - Riscos assumidos significam que ambas as partes devem ter consciência dos riscos envolvidos.
2 - As atividades de turismo de aventura podem ser conduzidas em ambientes naturais, rurais ou urbanos.
3 - As atividades de aventura freqüentemente têm como uma das suas origens os esportes na natureza.
Condutor: É o profissional que recepciona, orienta, prepara o cliente e o conduz de forma segura nas atividades de rafting.Além de atender aos requisitos desta Norma, o condutor de rafting deve atender aos requisitos definidos na ABNT NBR 15285.
Resultados esperados
O condutor de turismo com atividades de rafting deve ser capaz de:
a) utilizar os equipamentos específicos do rafting para o cliente e para o uso pessoal do condutor, incluindo, mas não limitado a:
-avaliar o estado e as condições gerais dos equipamentos: bote, coletes de flutuação, capacetes, remos, calçado, faca, mosquetões, flip line, polias, cabos de resgate, estojo de primeiros-socorros, equipamentos de comunicação, lanterna, cordeletes, bomba de inflar, entre outros;
-utilizar adequadamente os equipamentos coletivos e individuais;
-entender e respeitar as capacidades de carga mínima e máxima dos equipamentos;
-aplicar as técnicas de inflar e desinflar o bote;
-transportar os equipamentos;
b) avaliar as características relacionadas às condições do rio, incluindo, mas não limitado a:
-avaliar o nível do rio e a meteorologia antes da descida;
-rotas de fuga;
-pontos de entrada e saída;
-conhecimento dos pontos de risco do rio;
-uso de scout;
c) planejar os aspectos técnicos da descida do rio, incluindo, mas não limitado a:
-escolha do equipamento adequado;
-definir as linhas das corredeiras;
-identificar e definir os pontos de segurança na margem e no rio;
-identificar as rotas de fuga;
-definir as situações para o abandono da descida;
d) fornecer instruções de segurança e treinamento teórico para o cliente, incluindo, mas não limitado a:
-informações sobre o rio;
-riscos e responsabilidades envolvidos;
-ajuste do colete de flutuação e capacete;
-uso de vestimenta e calçado apropriado;
-recomendações quanto ao comportamento e trabalho de equipe;
-posições no bote e posição de corredeiras;
-uso da corda em volta do bote;
-uso correto do bote;
-utilização correta do remo;
-orientação sobre a natação ativa;
-cabo de resgate;
-barco de segurança;
-comandos de remada;
-comandos de segurança;
e) realizar treinamento prático com os clientes em técnicas de remadas e segurança, incluindo, mas não limitado a:
-demonstração e prática das remadas,
-posições e técnicas de segurança;
f) avaliar o desempenho dos clientes durante a descida, incluindo, mas não limitado a:
-reconhecer e entender as forças e limitações da equipe;
-analisar e observar os aspectos de experiência, força, peso, agilidade, confiança e condições de realização da atividade dos clientes;
-posicionar os clientes no bote;
g) aplicar as técnicas específicas de rafting, descida de uma corredeira escolhendo e percorrendo uma linha usando ângulos apropriados e se posicionando em relação a correntes, pedras, ondas, refluxos, outros botes e perigos – incluindo, mas não limitado a:
-remadas (frente, ré, leme, puxada lateral, varreduras, apoio e remada em faca);
-ferring;
-utilização de remansos, pedras, ondas e refluxos;
-leitura do rio;
-parar o bote de uma maneira controlada;
-uso de peso acima ou direita e esquerda;
-conduzir o bote pelas linhas corretas do rio;
-escolher os pontos de segurança;
-uso de scout;
-uso de portagem;
h) orientar os clientes durante a descida do rio, incluindo mas não limitado a:
-procedimentos para descida das corredeiras;
-seqüência de comandos de remadas e posições de segurança;
-obstáculos naturais no rio e nas margens;
i) utilizar equipamentos e sinais de comunicação – incluindo, mas não limitado a:
-sinais gestuais e sonoros;
-apito;
-operação de rádios de comunicação;
j) realizar o resgate aquático, mantendo a própria segurança, incluindo, mas não limitado a:
-natação em corredeiras;
-subir no bote e subir alguém no bote;
-cruzar rios rasos e fundos;
-travessia de rios com cordas;
-técnicas com cordas, incluindo nós;
-cordas em tensão;
-uso do cabo de resgate;
-ancoragens;
-sistemas de redução de forças e vetores;
-técnicas de desvirar um bote;
-pequenos reparos de emergência;
-conduzir o bote sozinho;
-utilização do barco de segurança;
-usar remo para resgate;
-manter a cena do resgate segura.
Competências
As competências necessárias para o alcance dos resultados esperados devem ser avaliadas através dos conhecimentos, habilidades e atitudes indicados em 6.1 a 6.3.
Conhecimentos
-técnicas de remadas – frente, ré, leme, puxada lateral, varreduras, apoio, remada em faca;
-ferring – cruzar o rio de frente e de ré;
-entrar e sair de remansos;
-leitura do rio – identificar as características da corredeira, a partir do barco e da margem;
-descida do rio – escolher e percorrer uma linha usando ângulos apropriados, avaliar e se posicionar em relação a correntes, pedras, ondas, sumidouros, sifões, outros botes, refluxos e outros perigos;
-parar o barco de maneira controlada;
-comando de peso – à frente, atrás, direita, esquerda, acima e piso;
-portagem;
-sinais gestuais e sonoros de comunicação e sinalização padronizados e reconhecidos internacionalmente;
-técnica de conduzir o bote sozinho;
-técnicas de segurança;
-técnicas de posicionamento da tripulação no bote;
-técnicas de instrução e treinamento para grupos – demonstração, prática e correção;
-técnicas de emergênciae regaste aquático;
-técnicas com cordas incluindo nós – sistema de redução de forca 2:1 e 3:1, nó oito, azelha, autoblocantes (prussik ou marchard), técnicas de ancoragem;
-teoria das corredeiras – classificação das corredeiras, comportamento hidráulico do rio;
-conhecer os equipamentos específicos do rafting (ver anexo B).
Habilidades
-tomar decisões sob pressão de tempo (como, por exemplo, diante de adversidades inesperadas no rio);
-ser expressivo na comunicação oral (como, por exemplo, para manter o interesse dos clientes na atividade);
-usar corretamente os aspectos gramaticais na comunicação oral (como, por exemplo, ao fazer a preleção);
-falar de maneira clara e articulada (como, por exemplo, falar para o bom entendimento da instrução de técnicas para a-atividade);
-ter coordenação física e sensorial (como, por exemplo, para reagir a situações de risco);
-calcular usando fórmulas simples (executar as quatro operações aritméticas e cálculo com ângulos);
-ter raciocínio lógico verbal de nível moderado (como, por exemplo, fazer verbalmente a descrição de um procedimento com uma série de etapas encadeadas);
-tomar decisões complexas (como, por exemplo, para solução de conflitos).
Atitudes ou atributo;
-ser controlador, isto é, assumir o controle, se responsabilizar, dirigir, organizar e supervisionar pessoas;
-gerar confiança para as pessoas, isto é, estabelecer relações facilmente, saber como atuar e o que dizer, fazendo as pessoas se sentirem confortáveis;
-saber ouvir para tomar decisões, isto é, encorajar as pessoas a exprimir suas opiniões, consultar, escutar e levar em conta as suas opiniões;
-ser empático e tolerante, isto é, ajudar os que necessitam, saber lidar com diferenças e buscar entender as necessidades individuais;
-analisar o comportamento das pessoas, isto é, analisar a forma de pensar, a linguagem corporal e as condutas das pessoas, e apreciar entender as pessoas;
-ser planejador (curto prazo), isto é, programar com antecipação, apreciar estabelecer objetivos, projetar tendências e desenvolver planos;
-ser otimista, isto é, ter uma postura positiva perante os acontecimentos.
Requisitos de experiência
-técnicas de resgate aquático avançado.
-ter experiência comprovada de operação comercial há pelo menos dois anos em rios acima da classe II;
-ter experiência de operação comercial em 30 descidas em rios acima da classe III, com pelo menos dois rios de classe V no prazo máximo de 18 meses.
-Os condutores de rafting devem demonstrar seu desenvolvimento profissional contínuo.
-O condutor de rafting deve realizar no mínimo 20 dias de descidas comerciais a cada 12 meses, para manutenção das suas competências.
Sistema de classificação de rios com corredeiras - Federação Internacional de Rafting (IRF)
Classe I: Fácil
Fluxo de água em movimento com pequenas ondas, mas é desobstruído e sem dificuldades técnicas. Bom para iniciantes.
Classe II: Moderada
Corredeiras são diretas com linhas de descida claras e evidentes, sem a necessidade de scout. Pode haver a necessidade de se evitarem ondas, pequenos obstáculos e outras obstruções menores. Remansos e ondas estouradas podem ser fortes. Bom para iniciantes.
Classe III: Difícil
Corredeiras com ondas moderadas e irregulares, que podem ser difíceis de evitar. Ondas, refluxos e dificuldades técnicas são mais severas. Pode haver saltos e grandes obstruções. O principal fator de diferenciação das corredeiras de classe III é que o remador terá que buscar e reconhecer uma linha de descida para evitar obstáculos e perigos. Os condutores de rafting necessitam ser adequadamente qualificados.
Classe IV: Muito difícil
A linha de descida pode não ser facilmente reconhecida e usualmente irá requerer inspeção cuidadosa desde o bote ou margem do rio. Corredeiras intensas, poderosas, mas previsíveis, podem ser abundantes, as quais poderão conter ondas severas, quedas, refluxos e outras obstruções. A classe IV está presente em uma ampla variedade de rios, desde aqueles com corredeiras curtas com grandes quedas como para aqueles rios com corredeiras seqüenciais e extensas, portanto há uma enorme variação na dificuldade. Genericamente, quanto maior a continuidade do fluxo de água, menos freqüentes são os remansos para parar e ter espaço para estabilizar. Os condutores de rafting devem ser adeqüadamente qualificados, o que significa nível de especialistas.
Classe V: Extremamente difícil
Corredeiras extremamente difíceis, com rotas exigentes em precisão e técnica para serem transpostas. Refluxos, correntezas e ondas serão poderosas e a inspeção é essencial. Se operadas comercialmente, os condutores devem ser certificados em nível de especialistas.